sábado, 25 de outubro de 2008

Design Sensorial!

Resenha feita em cima do texto de Vanessa Knorst!

Design Sensorial

Vanessa Knorst

Não que seja novidade, e muito menos se limita aos meios virtuais, mas, o Design Sensorial vem se tornando cada vez mais popular. Durante muito tempo, fomos sensorialmente moldados, tornando então, os sentidos uma espécie de objeto de controle. Tudo foi devidamente padronizado. Até o banho, como exemplo, que deveria ser uma das atividades completamente sensoriais, transformou-se em um simples ritual de higiene e limpeza.

O resultado de tudo isso é que vivemos rodeados de padrões, nada instrutivo de comportamento, boa educação, de procedimentos religiosos e políticos. Estamos discretamente formatados, para que ninguém note, ou devidamente enquadrados, para que todos percebam.

Nunca se falou tanto em sensorial como hoje. Entretanto, surgiram alguns meios de comunicação, cuja grande possibilidade de combinação de dados ocasionou a construção de uma nova base de pensamento. As tecnologias atingiram o sensorial de uma maneira revolucionária, um novo mundo paralelo com sérias aspirações à realidade.

Uma nova visão do corpo humano tirou o cérebro do centro da classificação corporal, ou seja, o conhecimento não é mais um fenômeno restrito ao cérebro, mas se expande em uma rede que une atividades mentais, emocionais e biológicas. Assim, a redescoberta dos nossos sentidos, torna-se um elemento essencial de resgate e busca da nossa humanidade em todas as suas significações.

O design sensorial é essencialmente uma nova maneira de lembrarmos de algo pela experiência sensorial em um determinado ambiente. Sendo assim, para trabalhar com o sensorial, é indispensável se relacionar com atividades humanas de toda forma.

Como disse Steven Pinker, “O homem não vive só de pão. Arte, literatura, música, filosofia, são consideradas não só prazerosas, mas também nobres, são a melhor obra da mente, o que faz a vida digna de ser vivida”.

O propósito de um designer é agregar estética e função a um produto, tornando-o eficiente e atraente para o usuário. O difícil é agregar todas as informações necessárias esperadas pelos usuários no menor tempo possível. Atingir público alvo esperado, ser ecologicamente correto, chamar a atenção e ter diferencial é o básico, no entanto, há várias maneiras de diferenciar o seu produto, como, apresentar alguns conceitos com ênfase no estímulo sensorial e na carga emocional gerada por ele.

Às vezes parece meio óbvio que devamos estimular sensorialmente nosso público-alvo e intuitivamente fazemos isso toda hora. Porém, aplicar esses conceitos racionalmente pode fazer toda a diferença, porque assim selecionamos qual sentido se aplica melhor ao trabalho que estamos desenvolvendo. Devemos nos desprender dos modismos, fugir dos padrões, quando a solução poderia ser visual, podemos ir além, buscar alternativas.

Aguçar os sentidos talvez não seja tão complexo, um copo gelado da tão famosa Coca-Cola, por exemplo, proporciona um prazer indescritível.

Como explica Maya Pines, escritora especializada em aspectos sociais da medicina, a interpretação do estímulo é feita por uma ação em conjunto dos neurônios receptores de cada órgão relacionado a determinado sentido e o cérebro. Esses neurônios lidam com tipos de energia distintos - eletromagnética, mecânica ou química. Eles parecem diferentes entre si e exibem diferentes receptores de proteínas. Mas o resultado é o mesmo: converter um estímulo em um impulso eletroquímico nervoso, que é a linguagem comum do cérebro.
“O mapa que o cérebro faz do corpo se estende ao longo de uma faixa vertical do córtex cerebral perto do centro do crânio. O córtex - uma lâmina de neurônios ou células nervosas grande e profundamente enrugada, existente na superfície dos dois hemisférios cerebrais - comanda todas as nossas sensações, movimentos e pensamentos” – diz Maya.
De onde veio esse som? Que cor realmente é aquela? O cérebro faz uma escolha dedutiva, baseada na informação em mãos e em algumas simples suposições. Essa conversão é veloz e precisa. Mas ela também é surpreendentemente complicada - tão complicada que o processo não é completamente compreendido pela maioria dos sentidos.

Com o passar do tempo, o aumento do número de substâncias oxidantes acumuladas no organismo dificulta o perfeito funcionamento do corpo e se torna a maior causa de queda de eficiência dos sensores (órgãos que captam os sinais exteriores, como olhos e ouvidos), das vias de transmissão (os nervos que encaminham os estímulos até o cérebro) e do processamento dos sentidos”. – explica uma matéria publicada no site da Folha Online.

O essencial é invisível aos olhos. E nós como estudantes de Design devemos sempre estar buscando, ampliando horizontes, fugindo dos moldes, fazer a diferença realmente.

"Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. (Antoine de Saint-Exupéry)

Unoesc Xanxerê

Universidade do Oeste de Santa Catarina

Acadêmica: Fabiele Feó

Professor: Carlos Davi Matiuzzi

Disciplina: Ergonomia II

Design Gráfico - 4º Período